Se eu estou aqui, não estou lá.
Se você está aqui, não está lá.
Mas onde é lá?
Onde é aqui?
Estamos no mesmo lugar?
Não, mas estamos lendo a mesma coisa.
No mesmo momento.
Amo a internet.
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Felicidade.
Eu amo a tristeza.
Não me chamem de sádico.
Mas a tristeza é linda.
Compartilhá-la, então...
Não me chamem de sádico.
Mas a tristeza é linda.
Compartilhá-la, então...
terça-feira, 9 de março de 2010
Capítulo 8: Conversando inconvenientemente com seu filho pelo telefone
- Alô?
- Olá.
- É da casa do Luís?
- É ele que está falando.
- Oi pai, aqui é o Fernando.
- Eu sei. Tudo bem?
- Tudo, e você?
- Tudo indo.
- Feliz Aniversário!
- Obrigado. Como vai a Carol?
- Vai bem, eu acho. Nós terminamos, na verdade.
- Que pena, eu gostava dela.
- Pois é... Vai fazer alguma coisa hoje?
- Vou sair.
- Hm... Com seus amigos?
- Não.
- Com alguém? Alguma...
- Nenhuma mulher nova. Já passei dessa idade.
- Besteira. Mas então, com quem vai sair?
- Ainda não sei. Talvez com ninguém.
- Acho que a Mariana vai passar por aí.
- Se falar com ela, diga que é só ligar que nos encontramos. Você vai fazer alguma coisa?
- Acho que sim... Vai ter uma festa de um amigo meu, também é aniversário dele.
- Ah, que bom. Dê meus parabéns a ele.
- Ok... Bom, tenho que ir, estão me esperando aqui embaixo.
- Tudo bem, filho. Boa festa hoje.
- Obrigado pai, feliz aniversário hoje.
- Obrigado. Tchau.
- Tchau.
E é assim que se conversa inconvenientemente com seu filho pelo telefone.
- Olá.
- É da casa do Luís?
- É ele que está falando.
- Oi pai, aqui é o Fernando.
- Eu sei. Tudo bem?
- Tudo, e você?
- Tudo indo.
- Feliz Aniversário!
- Obrigado. Como vai a Carol?
- Vai bem, eu acho. Nós terminamos, na verdade.
- Que pena, eu gostava dela.
- Pois é... Vai fazer alguma coisa hoje?
- Vou sair.
- Hm... Com seus amigos?
- Não.
- Com alguém? Alguma...
- Nenhuma mulher nova. Já passei dessa idade.
- Besteira. Mas então, com quem vai sair?
- Ainda não sei. Talvez com ninguém.
- Acho que a Mariana vai passar por aí.
- Se falar com ela, diga que é só ligar que nos encontramos. Você vai fazer alguma coisa?
- Acho que sim... Vai ter uma festa de um amigo meu, também é aniversário dele.
- Ah, que bom. Dê meus parabéns a ele.
- Ok... Bom, tenho que ir, estão me esperando aqui embaixo.
- Tudo bem, filho. Boa festa hoje.
- Obrigado pai, feliz aniversário hoje.
- Obrigado. Tchau.
- Tchau.
E é assim que se conversa inconvenientemente com seu filho pelo telefone.
Fadiga
Canso de viver
Conhece?
Aquele pensamento.
Aquele desejo.
O que me resta,
se não o peso?
A dor, o amor.
O sofrimento.
Ah, mas que drama.
A vida não me engana.
Pudesse eu ver aquilo
que ela não proclama.
Vivendo e aprendendo.
Aos poucos, vou morrendo.
Caso contrário, não estaria eu
melancólico, aqui, escrevendo.
Conhece?
Aquele pensamento.
Aquele desejo.
O que me resta,
se não o peso?
A dor, o amor.
O sofrimento.
Ah, mas que drama.
A vida não me engana.
Pudesse eu ver aquilo
que ela não proclama.
Vivendo e aprendendo.
Aos poucos, vou morrendo.
Caso contrário, não estaria eu
melancólico, aqui, escrevendo.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Oi.
Por que as pessoas cansam uma das outras?
A única pessoa da qual já me cansei foi o Duque.
Esse, eu tenho que admitir, é muito chato.
As vezes está feliz demais, outras triste demais. Nunca sabe direito o que vai fazer.
Vai aonde os outros o levarem. Não tem um destino certo.
Cambalea bêbado pelos rumos da vida. Constrói suas lembranças com fragmentos do que se lembra do dia anterior. Suprime todas as outras lembranças, pois nelas podia pensar no quão vazia é sua vida.
Ah, e pior, ele se cansa de si mesmo. Onde já se viu maior estupidez?
A única pessoa da qual já me cansei foi o Duque.
Esse, eu tenho que admitir, é muito chato.
As vezes está feliz demais, outras triste demais. Nunca sabe direito o que vai fazer.
Vai aonde os outros o levarem. Não tem um destino certo.
Cambalea bêbado pelos rumos da vida. Constrói suas lembranças com fragmentos do que se lembra do dia anterior. Suprime todas as outras lembranças, pois nelas podia pensar no quão vazia é sua vida.
Ah, e pior, ele se cansa de si mesmo. Onde já se viu maior estupidez?
Espontâneo
Faz tempo que eu não posto nada no meu blog. Tudo bem, ninguém lê mesmo. Afinal, não conheço ninguém que se interessa por esse tipo de coisa além do Erik.
Também faz tempo que eu não leio nada. De uma hora para outra, virei adepto desse tipo de vida bizarra em que a maioria dos dias você não lembra do dia anterior. Ler com essa anti-rotina não é muito produtivo...
Acontece que, quando não leio, não escrevo. Também me desinteressei um pouco pela estória que estava escrevendo. Não que ela fosse ruim, acho que não, mas é muito difícil desenvolvê-la. Não sei se escrevo mais flashbacks do meu personagem ou sigo adiante com a estória. Queria contar sobre a vida dele, mas aos poucos, não da maneira como estava fazendo.
Tenho, porém, saudade de escrever. Poderia ser qualquer coisa, como esse texto. Estou, na verdade, escrevendo isso porque, especificamente hoje, não faço nada, permaneço em estado de ócio. Nem sei sobre o que falar aqui. Você entendeu alguma coisa do que eu disse?
Estou me cansando da vida, sinceramente. De repente, eu percebi que tudo que pode acontecer de ruim pode realmente acontecer comigo. Algumas estão acontecendo. Não quero lidar com elas.
Não quero parecer dramático. Só sinto falta de escrever. Sinto falta de ler. Sinto falta de lembrar do dia anterior. Sinto falta de sair e não gastar todo meu dinheiro em uma noite e me endividar com deus e o mundo. Sinto falta dos dias em que não pensava em problemas.
Mas não me arrependo de nada do que fiz. Me arrependo, porém, profundamente do que não fiz. Essas coisas, sim, vão fazer falta.
Tchau. Beijos.
Também faz tempo que eu não leio nada. De uma hora para outra, virei adepto desse tipo de vida bizarra em que a maioria dos dias você não lembra do dia anterior. Ler com essa anti-rotina não é muito produtivo...
Acontece que, quando não leio, não escrevo. Também me desinteressei um pouco pela estória que estava escrevendo. Não que ela fosse ruim, acho que não, mas é muito difícil desenvolvê-la. Não sei se escrevo mais flashbacks do meu personagem ou sigo adiante com a estória. Queria contar sobre a vida dele, mas aos poucos, não da maneira como estava fazendo.
Tenho, porém, saudade de escrever. Poderia ser qualquer coisa, como esse texto. Estou, na verdade, escrevendo isso porque, especificamente hoje, não faço nada, permaneço em estado de ócio. Nem sei sobre o que falar aqui. Você entendeu alguma coisa do que eu disse?
Estou me cansando da vida, sinceramente. De repente, eu percebi que tudo que pode acontecer de ruim pode realmente acontecer comigo. Algumas estão acontecendo. Não quero lidar com elas.
Não quero parecer dramático. Só sinto falta de escrever. Sinto falta de ler. Sinto falta de lembrar do dia anterior. Sinto falta de sair e não gastar todo meu dinheiro em uma noite e me endividar com deus e o mundo. Sinto falta dos dias em que não pensava em problemas.
Mas não me arrependo de nada do que fiz. Me arrependo, porém, profundamente do que não fiz. Essas coisas, sim, vão fazer falta.
Tchau. Beijos.
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