... eu sou um imbecil se tratando de relacionamentos. Pareço uma criança. Enfim, isso tudo não quer dizer algo?
Não sei, mas não saber é que deixa tudo mais divertido.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Uma crítica pessoal de "I'm with you"
Quando em 2009 tive o desprazer de saber que John Frusciante (na minha opinião, o melhor guitarrista dos últimos tempos) havia saído do Red Hot Chili Peppers, imaginei de tudo o pior. Acabou sendo substituído por Josh Klinghoffer, um antigo amigo da banda e do próprio ex-guitarrista, com quem já gravou muitas músicas.
Tinha, portanto, uma imagem dele de um mero aprendiz (Klinghoffer tem quase dez anos a menos que John) de um grande guitarrista e que, mesmo podendo ter boa técnica, não se equipararia aos antigos trabalhos de Frusciante no Red Hot Chili Peppers. Imaginei que eles lançariam talvez um novo One Hot Minute, álbum lançado em 1995 após a primeira saída de John, e um dos piores da banda, na minha opinião
Foi com essas ideias que assisti ao show de lançamento de I'm With You e comprei o cd. Ouvi-o uma vez. Ouvi outra. E outra. Não adiantou, continuei não acreditando no que estava ouvindo. Josh mostrou-se um guitarrista completo, desenvolvendo músicas funky, pesadas, baladas, tudo com bastante perfeição. De fato, deixou a desejar nos solos, além de praticamente abolir a distorção, mas compensou isso tudo com intensa energia no seu instrumento, novos efeitos em sua guitarra, melodias complexas e backing vocals surpreendentes.
Além de Josh, Flea e Chad estão mais alinhados do que nunca. O baterista do rhcp parece ter incorporado um novo espírito africano, desenvolvendo ritmos quebrados e complexos. Além disso, a adição de um novo membro, Mauro Refosco (brasileiro, por sinal) na percussão deu também uma nova batida latina para a banda. Para completar, flea continua com sua energia de sempre, combinando ritmos funks e punks de uma maneira que só ele consegue fazer.
Os três parecem ter progredido musicalmente também. Enquanto nos outros álbuns, podia-se ver que muitas músicas surgiram e se desenvolveram de jams, I'm With You mostra uma maior maturidade musical, tendo sido melhor pensado e trabalhado. A grande surpresa, no entanto, são as complexas e belas frases no piano, tocadas por Flea, que estudou o instrumento durante o hiato da banda.
O que, por fim, posso dizer é que minha única decepção foram os vocais de Anthony Kieids. Todos parecem reciclagens de antigas músicas, além de se assemelharem em todo álbum. É o que, na minha opinião, faz muitas pessoas pensarem que tudo na maior banda do mundo é meio igual. Triste, mas compreensível. Por outro lado, pode se ver uma certa mudança em certas letras, algumas nostálgicas, outras falando da morte e de outras questões profundas. Um grande amadurecimento para quem antes só escrevia sobre drogas e garotas.
Concluindo, quando parecia que tudo ia mal no Red Hot Chili Peppers, eles se inovam e até melhoram. Nota 9,5 para I'm With You.
Tinha, portanto, uma imagem dele de um mero aprendiz (Klinghoffer tem quase dez anos a menos que John) de um grande guitarrista e que, mesmo podendo ter boa técnica, não se equipararia aos antigos trabalhos de Frusciante no Red Hot Chili Peppers. Imaginei que eles lançariam talvez um novo One Hot Minute, álbum lançado em 1995 após a primeira saída de John, e um dos piores da banda, na minha opinião
Foi com essas ideias que assisti ao show de lançamento de I'm With You e comprei o cd. Ouvi-o uma vez. Ouvi outra. E outra. Não adiantou, continuei não acreditando no que estava ouvindo. Josh mostrou-se um guitarrista completo, desenvolvendo músicas funky, pesadas, baladas, tudo com bastante perfeição. De fato, deixou a desejar nos solos, além de praticamente abolir a distorção, mas compensou isso tudo com intensa energia no seu instrumento, novos efeitos em sua guitarra, melodias complexas e backing vocals surpreendentes.
Além de Josh, Flea e Chad estão mais alinhados do que nunca. O baterista do rhcp parece ter incorporado um novo espírito africano, desenvolvendo ritmos quebrados e complexos. Além disso, a adição de um novo membro, Mauro Refosco (brasileiro, por sinal) na percussão deu também uma nova batida latina para a banda. Para completar, flea continua com sua energia de sempre, combinando ritmos funks e punks de uma maneira que só ele consegue fazer.
Os três parecem ter progredido musicalmente também. Enquanto nos outros álbuns, podia-se ver que muitas músicas surgiram e se desenvolveram de jams, I'm With You mostra uma maior maturidade musical, tendo sido melhor pensado e trabalhado. A grande surpresa, no entanto, são as complexas e belas frases no piano, tocadas por Flea, que estudou o instrumento durante o hiato da banda.
O que, por fim, posso dizer é que minha única decepção foram os vocais de Anthony Kieids. Todos parecem reciclagens de antigas músicas, além de se assemelharem em todo álbum. É o que, na minha opinião, faz muitas pessoas pensarem que tudo na maior banda do mundo é meio igual. Triste, mas compreensível. Por outro lado, pode se ver uma certa mudança em certas letras, algumas nostálgicas, outras falando da morte e de outras questões profundas. Um grande amadurecimento para quem antes só escrevia sobre drogas e garotas.
Concluindo, quando parecia que tudo ia mal no Red Hot Chili Peppers, eles se inovam e até melhoram. Nota 9,5 para I'm With You.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Red Hot Chili Peppers
Eu não sei se algum dia eu postei nesse blog sobre a minha banda favorita...
A questão é que o RHCP é a banda cujo número de músicas que eu sei tocar é o maior dentre todas as outras. Tenho a discografia inteira deles no meu iTunes e, se não me engano, já vi todos os seus videos.
Acontece que o som do Red Hot é uma coisa vibrante, que mistura a batida do funk com guitarras à la Jimi Hendrix, produzindo um som único que eu acho fascinante.
Enfim, ontem eu fui assistir ao show de lançamentos do novo CD deles (I'm with you) no cinema e, obviamente, não consegui me manter sentado por muito tempo. Acompanhado por outros amigos meus e pessoas desconhecidas, pulei, cantei e dançei ao melhor som que eu já escutei na minha vida. Aqueles que estavam comigo, em pé, estavam no show. Os que estavam sentados, no cinema.
Hoje eu comprei o CD que saiu ontem e o livro Scar Tissue, que, por uma filha da putagem de engano (Lei de Murphy atacando outra vez), veio em inglês.
Concluindo, Red Hot Chili Peppers é muito foda.
A questão é que o RHCP é a banda cujo número de músicas que eu sei tocar é o maior dentre todas as outras. Tenho a discografia inteira deles no meu iTunes e, se não me engano, já vi todos os seus videos.
Acontece que o som do Red Hot é uma coisa vibrante, que mistura a batida do funk com guitarras à la Jimi Hendrix, produzindo um som único que eu acho fascinante.
Enfim, ontem eu fui assistir ao show de lançamentos do novo CD deles (I'm with you) no cinema e, obviamente, não consegui me manter sentado por muito tempo. Acompanhado por outros amigos meus e pessoas desconhecidas, pulei, cantei e dançei ao melhor som que eu já escutei na minha vida. Aqueles que estavam comigo, em pé, estavam no show. Os que estavam sentados, no cinema.
Hoje eu comprei o CD que saiu ontem e o livro Scar Tissue, que, por uma filha da putagem de engano (Lei de Murphy atacando outra vez), veio em inglês.
Concluindo, Red Hot Chili Peppers é muito foda.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Meu amor e minha mente
Por todo minha vida tive um amor inerente pelo mundo. Sempre amei as pessoas em geral, sempre amei a vida, mesmo em meus momentos mais depressivos e desesperadores. Esse sentimento sempre foi algo natural em mim mesmo, já me ajudou e (muitas vezes) me atrapalhou nas mais diversas situações.
Mas e o amor romântico? Também sempre senti. Pelo menos até 2010.
Sempre fui facilmente apaixonável e nunca nem me dei o trabalho de negar isso. Isso já rendeu muito sofrimento de amor e, quando foi correspondido, muita felicidade.
2010, porém, conseguiu me mudar bastante. O começo foi marcado pelo fim de um namoro de um ano e meio, causando muito sofrimento e atitudes precipitadas. Também foi a causa de 99% do álcool que hoje circula no meu sangue.
Lá para o meio do ano, me apaixonei de novo. Mas pela mulher errada. O começo foi, sim, correspondido, mas, no que se seguiu, a amada gostava de mim, mas amava outro. O outro era seu ex-namorado, que ela tinha traído comigo. Só fui descobrir isso depois de dois meses com ela, quando ela já tinha voltado com o ex havia tempos.
Tudo isso me marcou, mas por fim consegui superar. Ainda tinha o amor inerente pelo mundo. A paixão individual, porém, parece ter sido afetada.
Tive outra namorada logo depois, que, na verdade, era uma ex minha, mas que tinha durado apenas um final de semana (nem vou entrar em detalhes). Amei-a, sim, mas sem paixão. E essa falta de paixão determinou o curto tempo que ficamos juntos.
Foram, então, três grandes decepções amorosas em apenas um ano. Hoje em dia, sinto como é difícil se apaixonar de novo. Conscientemente, não tenho medo de mais sofrimento, pois creio que ele faça parte da vida. Meu coração, minha alma, seja lá o que for, porém, pensa diferente.
A verdade é uma só: quero me apaixonar de novo. Porra.
Mas e o amor romântico? Também sempre senti. Pelo menos até 2010.
Sempre fui facilmente apaixonável e nunca nem me dei o trabalho de negar isso. Isso já rendeu muito sofrimento de amor e, quando foi correspondido, muita felicidade.
2010, porém, conseguiu me mudar bastante. O começo foi marcado pelo fim de um namoro de um ano e meio, causando muito sofrimento e atitudes precipitadas. Também foi a causa de 99% do álcool que hoje circula no meu sangue.
Lá para o meio do ano, me apaixonei de novo. Mas pela mulher errada. O começo foi, sim, correspondido, mas, no que se seguiu, a amada gostava de mim, mas amava outro. O outro era seu ex-namorado, que ela tinha traído comigo. Só fui descobrir isso depois de dois meses com ela, quando ela já tinha voltado com o ex havia tempos.
Tudo isso me marcou, mas por fim consegui superar. Ainda tinha o amor inerente pelo mundo. A paixão individual, porém, parece ter sido afetada.
Tive outra namorada logo depois, que, na verdade, era uma ex minha, mas que tinha durado apenas um final de semana (nem vou entrar em detalhes). Amei-a, sim, mas sem paixão. E essa falta de paixão determinou o curto tempo que ficamos juntos.
Foram, então, três grandes decepções amorosas em apenas um ano. Hoje em dia, sinto como é difícil se apaixonar de novo. Conscientemente, não tenho medo de mais sofrimento, pois creio que ele faça parte da vida. Meu coração, minha alma, seja lá o que for, porém, pensa diferente.
A verdade é uma só: quero me apaixonar de novo. Porra.
Cá estou de volta
Já estamos no final de agosto e não escrevi absolutamente nada aqui. Não vou ficar me explicando pra mim mesmo ou para meus nenhuns leitores.
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Algo que percebi nesse último sábado foi que os cariocas, em geral, se perdem completamente quando chove. Talvez por viverem numa cidade muito pautada pela praia e pelas caminhadas, meus conterrâneos, além de se desanimarem com a chuva, também desmarcam programas que nada tem a ver com o ar livre e, muitas vezes, nem se dão ao trabalho de marcar qualquer coisa. O dia se perde completamente na chuva carioca.
Comigo não é bem assim. Caminho, mesmo com chuva. Saio, mesmo com chuva. Molho-me, sim, na chuva.
Mas, tenho que admitir, minha saúde é de ferro, talvez não seja algo de se recomendar.
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Algo que percebi nesse último sábado foi que os cariocas, em geral, se perdem completamente quando chove. Talvez por viverem numa cidade muito pautada pela praia e pelas caminhadas, meus conterrâneos, além de se desanimarem com a chuva, também desmarcam programas que nada tem a ver com o ar livre e, muitas vezes, nem se dão ao trabalho de marcar qualquer coisa. O dia se perde completamente na chuva carioca.
Comigo não é bem assim. Caminho, mesmo com chuva. Saio, mesmo com chuva. Molho-me, sim, na chuva.
Mas, tenho que admitir, minha saúde é de ferro, talvez não seja algo de se recomendar.
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