sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Isabela, um ano depois

Hoje vou na festa de aniversário do meu avô e, fatalmente, pensei na Isabela. Explico: um ano atrás, estávamos nós dois indo para o mesmo evento, no mesmo lugar.

Faz um ano que estávamos no auge de nosso relacionamento, muito felizes um com o outro. As coisas pareciam estar dando certo, tudo estava caminhando para um aprofundamento de nosso relacionamento.

Não sei o que aconteceu, mas o que houve de fato foi um progressivo deterioramento do sentimentos que tínhamos. Não foi a rotina, não foram as brigas... mas talvez começasse a surgir uma incompatibilidade emergente das maneiras como enxergávamos a vida, aliada a problemas de idade que me frustravam extremamente.

Mas talvez fosse ainda algo mais profundo, algo que não seja possível compreender. Talvez um afastamento de nossas energias, uma assimetria em nossos sentimentos. Como não consigo ver uma causa externa relevante, sinto hoje que só pode ter sido algo por esses meios.

Com isso tudo dito, falta pouco para eu completar um ano sem namorar, o que para mim é de fato uma marco. Acho, hoje, que aprender a viver com si próprio é o primeiro passo para aprender a viver a dois. Sinto falta, claro, mas não posso deixar meus anseios determinarem minha vida.

É preciso equilíbrio.

domingo, 9 de setembro de 2012

Marasmo

Esse feriado serviu para mostrar o quão elevado é o ostracismo sob o qual estou soterrado.

Sinto-me como um navio à vela preso em uma eterna calmaria. Começo já a me enjoar de tal condição

Porém, haverá sempre o amor e a música para me distraírem. Hoje consegui combinar as duas coisas e, como efeito, tive um improvável dia em que me senti realmente ótimo.

Há, também, os meus amigos. E realmente apoio tudo que tenho sobre eles, que nem ao menos percebem. Estar rodeado de pessoas que gosto realmente me faz esquecer, mesmo que apenas por instantes, que estou desesperadamente entediado.

Se houvesse pelo menos tristeza na falta de movimento, estaria satisfeito, mas não há nada para se aproveitar. Sinto as areias do tempo escorregarem pela minha mão e não poder trazer nada delas comigo. Os dias passam e eu não cresço, não aprendo, quase não sinto.

Isso precisa acabar de algum jeito.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eu sou imbecil

lálálálá

lálálálá


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Hahahahahah, é, consegui duas oportunidades de estágio... e, no mesmo dia, me joguei com minha amiga no lixo.

Cadê a lógica?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Transição

A vida é uma transição de momentos. Vagamos em ciclos à espera de fins e começos.

Quero desapegar do conceito de 'agora'. O agora não existe, ele acabou de passar.

Quero limpar minha mente do conceito de 'aqui'. O aqui acabou de se mover junto com a Terra, o Universo, etc...

Einstein já dizia: tempo é relativo. Espaço, por consequência, também o é.

Uma vez compreendido isso, toda nossa concepção do real está totalmente destruída. Passamos a ser somente sensasões, sentimentos e, portanto, energia.

Quem me dera me tornar puramente energia...

domingo, 12 de agosto de 2012

Símbolos mortos

O que são palavras? Sons que saem da minha boca e chegam a outra pessoa, fazendo-a entender o que eu quero expressar?

O que é a palavra escrita? Símbolos que são interpretados de tal maneira que remetam a sons que exprimem  um significado universal?

Qual é o significado de amor? Qual é o significado de raiva, frustração, tranquilidade ou mesmo alegria?

Os sentimentos são intangíveis, por isso insignificáveis (perdão pelo neologismo). E, uma vez que não há um significado "universal" para algo, não há como formar palavras que o exprimam.

Além disso, palavras nos remetem a uma memória. Sentimentos não são nunca lembrados perfeitamente. Também nunca sentimos a mesma coisa duas vezes, nem nunca duas pessoas sentirão exatamente o mesmo.

Palavras são inúteis para a comunicação do que transcende o físico.

Por isso digo que a tradução dos sentimentos não está nas palavras, nas nos gestos humanos. Está na arte, no sexo, está até em um olhar. Mas nunca escrito, muito menos dito.

A brancura é um estágio para a desintegração final

Estou lendo um livro do Valter Hugo Mãe chamado "máquina de fazer espanhóis", que fala quase que exclusivamente sobre a velhice. Estou tentando lê-lo aos poucos, mas admito que está difícil.

Não por estar lendo muito rápido, mas simplesmente por não o estar lendo.

Acontece que a velhice é algo que me aflige demais. Saber que um dia meu corpo e mente estarão em regressão é algo que me enlouquece cada vez mais. Chegar a um momento em que eu não poderei confiar na minha própria capacidade de pensar, realmente...

O pior é quando começo a divagar sobre a morte e num possível "desligamento geral". Não consigo imaginir o vazio, é frustrante e desesperador.

Enfim, vou continuar tentando ler.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Aquela palavra

Acho fácil ver sensualidade em quase tudo à minha volta. De fato, é isso que eu procuro no mundo, nas coisas.

O ser humano é naturalmente sexual. O sexo tem um conceito para nós. Foda-se a reprodução, foda-se o prazer. Fazemos sexo para explodir em energia, que segue em fluxo intenso durante o ato em si. Transar não é nada mais (como se fosse pouco) que um intercâmbio de energias de proporções astronômicas.

É possível ver isso em todos os lugares, mas há aqueles que não querem enxergar.