sexta-feira, 7 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
O estado de emergência
"Amor não é aquilo que te deixa feliz, calmo e tranquilo. O nome disso é Rivotril", já dizia o poeta. E, de fato, não sei como se pode fazer essa confusão tão dramática de sentimentos. Apesar de que se pode fazer uma diferenciação entre amor e paixão, e questionar qualquer padrão para algo tão individualizado quanto o que sentimos, é certo que nunca vi na minha vida alguém verdadeiramente apaixonado e tranquilo ao mesmo tempo.
Na verdade, tenho observado que as pessoas costumam associar o amor à felicidade quase que automaticamente, e às vezes de forma tão simplista que me dá calafrios. Culpo em parte o câncer das comédias românticas genéricas, vomitadas em nossas salas de cinema pela desgraça que se tornou Hollywood, mas sem tirar o papel das nossas ilusões de casamento perfeito, filhos, sogra, cachorro e papagaio, alimentadas por nossas famílias. Desde criança somos ensinados que eventualmente iremos nos casar e, com isso, atingiremos a tão almejada felicidade, em um estilo meio "zerar a vida". O resultado é que todas as nossas decisões e escolhas acabam sendo determinadas por esse objetivo final, fazendo-nos abrir mão de tantas oportunidades e experiências..
Afinal, o amor é vermelho, quente, muitas vezes doloroso. É aquilo que nos deixa tão mal quando aparece, e tão pior quando some. É o que nos tira da morosidade da vida e nos coloca em um estado de emergência, no qual nunca temos certeza de onde estamos pisando. A paixão nos deixa irracionais, loucos, sem pensar muito nas consequências. Meus melhores erros eu cometi porque estava apaixonado. Coisas que, olhando para trás, não entendo como consegui fazer, porque simplesmente não estava pensando.
Mas, no final de tudo, temos sempre a certeza que o amor vale a pena. Mesmo que as consequências sejam problemáticas, mesmo que o relacionamento seja conturbado, mesmo que sintamos tanta dor, não existe nada melhor nesse mundo do que se apaixonar. Porque o amor nos lembra que estamos vivos.
Na verdade, tenho observado que as pessoas costumam associar o amor à felicidade quase que automaticamente, e às vezes de forma tão simplista que me dá calafrios. Culpo em parte o câncer das comédias românticas genéricas, vomitadas em nossas salas de cinema pela desgraça que se tornou Hollywood, mas sem tirar o papel das nossas ilusões de casamento perfeito, filhos, sogra, cachorro e papagaio, alimentadas por nossas famílias. Desde criança somos ensinados que eventualmente iremos nos casar e, com isso, atingiremos a tão almejada felicidade, em um estilo meio "zerar a vida". O resultado é que todas as nossas decisões e escolhas acabam sendo determinadas por esse objetivo final, fazendo-nos abrir mão de tantas oportunidades e experiências..
Afinal, o amor é vermelho, quente, muitas vezes doloroso. É aquilo que nos deixa tão mal quando aparece, e tão pior quando some. É o que nos tira da morosidade da vida e nos coloca em um estado de emergência, no qual nunca temos certeza de onde estamos pisando. A paixão nos deixa irracionais, loucos, sem pensar muito nas consequências. Meus melhores erros eu cometi porque estava apaixonado. Coisas que, olhando para trás, não entendo como consegui fazer, porque simplesmente não estava pensando.
Mas, no final de tudo, temos sempre a certeza que o amor vale a pena. Mesmo que as consequências sejam problemáticas, mesmo que o relacionamento seja conturbado, mesmo que sintamos tanta dor, não existe nada melhor nesse mundo do que se apaixonar. Porque o amor nos lembra que estamos vivos.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
A distância do desejo
Navegar é preciso
ouvir os céus, seguir o mar
Mas desde já te aviso
Que hei a ti de retornar
Vou assim beijando
as memórias de seus beijos
Imaginando minha boca
percorrendo por seus seios
Viver não é preciso
mas reviver o que me falta
Lábios que mergulho
Te adentrando sem ver nada
O calafrio que sente
É meu desejo em teu corpo
Cuja aura da cor quente
Segue rumo ao teu encontro
E assim disse Pessoa
Intercalado por Andrade
A vida é sim tão boa
Quando retorno da viagem.
ouvir os céus, seguir o mar
Mas desde já te aviso
Que hei a ti de retornar
Vou assim beijando
as memórias de seus beijos
Imaginando minha boca
percorrendo por seus seios
Viver não é preciso
mas reviver o que me falta
Lábios que mergulho
Te adentrando sem ver nada
O calafrio que sente
É meu desejo em teu corpo
Cuja aura da cor quente
Segue rumo ao teu encontro
E assim disse Pessoa
Intercalado por Andrade
A vida é sim tão boa
Quando retorno da viagem.
Inconveniente
Ah, que criança mais mal criada é a paixão.
Quando mais tentamos senti-la, não se mostra
Quanto mais a ela resistimos, mais insiste.
Quando mais tentamos senti-la, não se mostra
Quanto mais a ela resistimos, mais insiste.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
(Não) Faça-me Parar
Estou dançando à melodia indefinida que criei
Só pra ouvir os sons lá fora.
Lá fora está tão frio.
Entre, venha comigo, aonde ninguém mais pode ver.
Só pra ouvir os sons lá fora.
Lá fora está tão frio.
Entre, venha comigo, aonde ninguém mais pode ver.
Sussurros Nublados
Entre espaços suaves de pulso fosco
Florescem os delírios avulsos
De sons gélidos,
cores ensurdecedoras
Por sussurros nublados vos conto
das noites quentes com gritos surdos
Desvios guiados a tudo
Esperando pelo interlúdio
Florescem os delírios avulsos
De sons gélidos,
cores ensurdecedoras
Por sussurros nublados vos conto
das noites quentes com gritos surdos
Desvios guiados a tudo
Esperando pelo interlúdio
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