segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Muitas palavras, pouco sentido

Notícias corridas, coisas vividas, tudo faz parte da vida.

Visando a mim mesmo, com tiro certeiro, acertando no que resta de mim.

Pode ser coisa pequena, um telefonema, uma tarde por fim.

Essas são como pouco tidas, uma carta não lida, talvez correspondida. Quem sabe?

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Chegando ao destino, pergunto-me a que me destino

Compartilhar meu sentimento e me inscrustar no encerramento

De tudo que havia, havia o melhor aqui dentro?

Mas sim, resisto, porque a vida não pode ser só isso.

Esse chá de sumiço, que tomo para aparecer só pra ti.

Entro, e lá dentro eu sinto: enquanto aí estiver, não desisto.

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Há interiores mais profundos.
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A luta é a mais forte das questões. A questão é a maior das lutas.
De pouco me vale o que sou. Sou quase nada, perto daquilo que há diante de mim. Eu ouço a pergunta, para depois dizer o tão esperado...

A verdade é aquilo que desconhecemos em nós. Intangível, pouco crível, mas sabemos (sentimos) que está lá.

Para o pior, por ela desesperadamente buscamos e, quando cremos que a alcançamos, nos vemos a sonhar.

O sonho é a verdade da mente, aquela que não mente, por desconhecer a mentira. O real está no que sonhamos.

 - Meu Deus, que coisa mal escrita -

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Palavras são um horizonte a esmo, mas, sem querer, eu vejo, mesmo a distância querendo me esconder.
Por linhas curvas se escreve errado, ortografia ao contrário, harmonia sem acorde.

Ouço a baixa melodia e, ao notar as poucas notas, tomo nota: não há porque tentar limitar o indefinido, nem expandir o ilimitado; essas são incongruências que dançam juntas entre si, numa mescla perfeita de valsa e capoeira.

Poucas coisas estão no lugar certo, porque não há o que se apontar de errado em suas localizações. A absoluta certeza só é de fato certa quando sentimos nos nossos pés.

Sim, nos pés.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O que há mais no fundo?

Os lírios se abrem assim, sem pressa, por mais que insistamos em regá-los.

As flores são a maior expressão de desejo da natureza, essa imagem à qual nos apegamos de beleza.

Mal sabemos nós, o bonito é o caule levando a água arduamente da raiz até a ponta.

Deveríamos nos espelhar na dedicação do caule, não na imagem das flores.

Afinal, só assim elas se abrirão.
O porquê de tanto a se fazer, com tão pouco tempo a ter, é a pressa que nós temos de sentir. Pois o sentimento é um imperativo natural, algo do espírito que emana e ao qual temos que nos submeter.

Inspiro profundamente, procurando inspiração. Suspiro forte, a fim de exaustão.
Pouco me importa o conflito. Não há almejo de destruição no sentimento. Pois afinal,

Faz-se a insanidade por querer destruir o que se deseja ter.
Não há prêmios que mensurem isso. Não há prêmios.

Enfim, canso. Nada disso é o que quero, como se sabe.

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Pouco vejo. Nada prevejo. Cambaleio pelo desejo, a tudo isso alheio.
Ignorância é desespero.

Ignorar é o que tenho.
De qualquer forma, aqui estou. Entregue, então por mim navegue, sentimento. Sou inteira e absolutamente seu.

Mesmo que isso seja pagode

"Eu danço. Meio desajeitado, sem saber o que fazer com os braços. Mas meu ritmo segue, por vezes quebrado, com pisadas tortas, porém, que se importa? O importante é dançar.

Sei que amanhã estarei de joelhos. Não questiono o quebrar traiçoeiro. Mas sei que, ao acordar, vou dizer para mim mesmo:

Dancei."

sábado, 3 de agosto de 2013

De quando em quando, dois mais dois são cinco, tanto quanto um mais um acabam sendo muito mais do que dois, mesmo que em um. A matemática é a mais inexata das ciências, seus símbolos são facilmente desmembráveis e sua lógica pode ser completamente invertida. Nada é certo.

Pouco temos para nos apegar além do acaso, do que o caos do universo tem a nos oferecer. Não há direção definida, quanto menos um sentido a se seguir. Estamos nadando no aleatório.

Quando acho que estou fazendo tudo errado - o que ocorre frequentemente - lembro que não é o que eu faço ou deixo de fazer que determina meu presente, ou o futuro. Tudo há de se convergir por si só, eu sou um grão de areia diante da enorme praia do mundo.