Quando o Sol raiar, espero ver seu rosto
Seus olhos que iluminam meu quarto, minha vida
Tal como os primeiros e mais belos raios da manhã
Quando tudo passar, espero ouvir sua voz
Sua fala que acalma meu dia, minha alma
Tal como as primeiras e mais belas músicas da manhã
Quando você acordar, espero sentir seu corpo
Seu toque que acende minha vontade, meu desejo
Tal como as primeiras e mais belas fantasias da manhã
Quando tudo mudar, espero beijar seu pescoço
Sentir seu cheiro que perfuma minha cama, minha memória
Tal como as primeiras e mais belas flores da manhã
Quando eu levantar, espero te dar um beijo
Sua língua que passa nos meus lábios, meu corpo
Tal como os primeiros e mais belos sonhos da manhã
terça-feira, 18 de julho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Eu olho para o céu
Lua que brilha sobre o mar profundo
Ilumina o caminho do cardume que nada
Tão pouco que veem o caminho à frente
Caem em devaneio em meio ao nada
Os sonhos que tenho que me abraçam
Não hesito e aceito o calor do afago
Por vezes me perco nesses tantos braços
Sinto-me confortável neles que laçam
Ilumina o caminho do cardume que nada
Tão pouco que veem o caminho à frente
Caem em devaneio em meio ao nada
Os sonhos que tenho que me abraçam
Não hesito e aceito o calor do afago
Por vezes me perco nesses tantos braços
Sinto-me confortável neles que laçam
sábado, 3 de junho de 2017
Outros tempos
Foi quase um ano de mudanças e adaptações.
Quase 12 meses olhando para mim mesmo e ao meu redor
Foi quase um ano pensando em tudo que fiz de errado.
Quase 12 meses de auto tortura silenciosa.
Mas passou.
Esses são outros tempos agora.
Esses são os tempos de novos pensamentos.
Novos encontros e desencontros.
Tempos da renovada leveza do meu ser.
O arco dessa temporada finalmente começou.
Quase 12 meses olhando para mim mesmo e ao meu redor
Foi quase um ano pensando em tudo que fiz de errado.
Quase 12 meses de auto tortura silenciosa.
Mas passou.
Esses são outros tempos agora.
Esses são os tempos de novos pensamentos.
Novos encontros e desencontros.
Tempos da renovada leveza do meu ser.
O arco dessa temporada finalmente começou.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Tá tão tarde
Tá tão tarde, não é mesmo?
Me causa gargalhadas quando penso nisso tudo.
A mudança é tão assim, permanente, que parece que tudo que fica, vai.
E tudo que vai, fica.
Assim tudo segue, na mudança perpétua, imutável.
Tá tão tarde, não é mesmo?
Me causa gargalhadas quando penso nisso tudo.
A mudança é tão assim, permanente, que parece que tudo que fica, vai.
E tudo que vai, fica.
Assim tudo segue, na mudança perpétua, imutável.
Tá tão tarde, não é mesmo?
Entre o erro e o azar
Tem vezes que sua vida toma rumos totalmente inesperados devido aos seus erros no meio do jogo. Você se frusta, mas entende aonde tudo deu errado.
Outras vezes, porém, a frustração vem por puro ignóbil azar - aí não há nada que explique tamanha mudança em relação ao planejado senão talvez alguma sádica ironia do destino.
Entre o erro e o azar, a vida segue, pronta para novas rodadas.
Outras vezes, porém, a frustração vem por puro ignóbil azar - aí não há nada que explique tamanha mudança em relação ao planejado senão talvez alguma sádica ironia do destino.
Entre o erro e o azar, a vida segue, pronta para novas rodadas.
domingo, 16 de abril de 2017
No início de Agosto
Edifício assim, pesado
Arranha o céu de estrelas
Edifício, cinza, sem cor
Feito de concreto gelado
Foi no início de Agosto
Que se ergueu um Edifício
Desde então, Edifício assim
Só eu vejo, a contragosto
E vai passar uma estação
para o primeiro aniversário
Edifício, às vezes frio
E chegará ao centenário
Arranha o céu de estrelas
Edifício, cinza, sem cor
Feito de concreto gelado
Foi no início de Agosto
Que se ergueu um Edifício
Desde então, Edifício assim
Só eu vejo, a contragosto
E vai passar uma estação
para o primeiro aniversário
Edifício, às vezes frio
E chegará ao centenário
domingo, 9 de abril de 2017
A(in)daptação
Hoje acordei cedo, como de costume, e decidi pegar minha bicicleta.
Tornei meu domingo um dia de hábitos. Toda semana, nesse dia, pedalo pelo menos duas vezes pelo Aterro do Flamengo, terminando o trajeto na feira da Glória, onde religiosamente compro meu gomo de tapioca, suco de abacaxi com hortelã, batata doce e por vezes uma caixa de uva, tudo junto por menos de 20 reais.
Termino a manhã comprando um açaí no Hortifrutti do lado da minha casa. Chegando, faço uma faxina, escrevo no quadro minhas tarefas para a semana e brinco um pouco com a Mia. Até as duas, termino todo esse percurso para poder, enfim, pensar no que fazer durante o dia.
Nunca fui a pessoa mais tagarela da minha família ou círculo de amigos. Pelo contrário, sempre expressei melhor minhas opiniões e sentimentos por meio da palavra escrita do que falada. Creio que isso tenha por vezes incomodado aqueles à minha volta.
No entanto, o silêncio que experiencio quando acordo no Domingo até o fim da minha faxina é algo para o qual eu nunca fui preparado. Por mais que troque alguns "bom dia"s, ou palavras avulsas com quem estiver me acompanhando na pedalada, meu existir até a tarde é silencioso. Ainda que pudesse ser um devir contemplativo ou reflexivo, seu hei de ser se basta pela pouca necessidade de troca de palavras nas atividades realizadas.
Já faz quase seis meses desde que vivo assim, mas ainda acredito estar em uma eterna fase de adaptação. Tudo que sinto nesse meio tempo parece transitivo, como se líquido, um rio a correr rumo a algum destino.
Há momentos em que concluir é o que devo menos fazer.
Olho em volta e vejo esse vazio volvendo meu devir.
Tornei meu domingo um dia de hábitos. Toda semana, nesse dia, pedalo pelo menos duas vezes pelo Aterro do Flamengo, terminando o trajeto na feira da Glória, onde religiosamente compro meu gomo de tapioca, suco de abacaxi com hortelã, batata doce e por vezes uma caixa de uva, tudo junto por menos de 20 reais.
Termino a manhã comprando um açaí no Hortifrutti do lado da minha casa. Chegando, faço uma faxina, escrevo no quadro minhas tarefas para a semana e brinco um pouco com a Mia. Até as duas, termino todo esse percurso para poder, enfim, pensar no que fazer durante o dia.
Nunca fui a pessoa mais tagarela da minha família ou círculo de amigos. Pelo contrário, sempre expressei melhor minhas opiniões e sentimentos por meio da palavra escrita do que falada. Creio que isso tenha por vezes incomodado aqueles à minha volta.
No entanto, o silêncio que experiencio quando acordo no Domingo até o fim da minha faxina é algo para o qual eu nunca fui preparado. Por mais que troque alguns "bom dia"s, ou palavras avulsas com quem estiver me acompanhando na pedalada, meu existir até a tarde é silencioso. Ainda que pudesse ser um devir contemplativo ou reflexivo, seu hei de ser se basta pela pouca necessidade de troca de palavras nas atividades realizadas.
Já faz quase seis meses desde que vivo assim, mas ainda acredito estar em uma eterna fase de adaptação. Tudo que sinto nesse meio tempo parece transitivo, como se líquido, um rio a correr rumo a algum destino.
Há momentos em que concluir é o que devo menos fazer.
Olho em volta e vejo esse vazio volvendo meu devir.
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