- O que você quer de mim?
- Seu amor. Apenas isso.
- O que você pede é demais.
Helena tentou afastar-se, mas Fernando continuou a cercá-la. Seu corpo fino continuava sendo cada vez mais pressionado pelos músculos de seu (ex)amante, que pareciam transpirar desejo.
- Ama-me - disse ele, com olhos escarlates.
- Não posso.
- Ama-me! - levantou o braço, e Helena se assustou.
Já agachada em posição fetal no canto da parede, sentia-se humilhada por aquele ser que tentava lhe impor um amor impossível através de sua força bruta. Não tinha para onde fugir, não tinha como se proteger. Estava à mercê do desespero de um homem incapaz de aceitar o fim de um sentimento ao qual tanto tinha se apegado. E ela nada poderia fazer por ele ou por ela.
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