Tempo virado

Tempo virado
Questões de Francesca

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Interiormente

Estou passando por uma fase tão estranha... Como se estivesse a esmo, meio sem rumo.

Não sei mais o que quero nem como quero. Não tenho previsões simples do meu futuro.

Meus sentimentos estão embaralhados em uma confusão estagnada, como um navio sem velas num mar calmo.

Nem ao menos sei o porquê disso tudo. Veio meio de repente.

Eu...

acabei de perceber que tento analisar tudo muito fria e cientificamente.


Como eu queria pensar de maneira mais livre...

A difícil tarefa de amar

Amar alguém, quando eu era pequeno, me parecia algo natural e extremamente fácil.

Mesmo após chegar à adolescência, imaginei que a mulher que eu amaria aceitaria meu sentimento e o compartilharia com igual facilidade. Haveriam pequenos conflitos, mas o amor continuaria forte, sem problemas maiores.

Estava, obviamente, muito enganado. Posso dizer que amei quatro garotas até agora e em nenhum dos relacionamentos pude desenvolver esse sentimento sem dificuldade. Amor, hoje sei, traz consigo doses variadas de sofrimento, dependendo da mulher com quem você está e do período pelo qual você está passando.

Amar é como uma música difícil que você quer tocar na guitarra, pois exige tempo e dedicação. Você pode sofrer para tocá-la, será angustiante até você aprendê-la e frustrante o fato de estar sendo tão difícil. Mas, no final, terá valido a pena.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O prazer

Uma das maiores divagações que tenho comigo mesmo é a importância do sexo na nossa vida e a visão que devemos ter do mesmo.

O tema, creio, já está deixando de ser tabu, mas muitos ainda se relacionam de maneira bastante dúbia em relação a essa prática.

Acredito que a visão do sexo também se divide bastante quando se separam os gêneros. Homens pensam no sexo como uma conquista e, de certa forma, uma obrigação como macho. Influenciados pela mídia e pelos ascendentes masculinos, sentem-se pressionados a tentar a qualquer custo transar com uma garota, de preferência sem amor.

As mulheres se dividem ainda mais no que se trata ao sexo. Há os extremos, numerosos dos dois lados, mas o pensamento que eu creio que predomina é que transar é algo saudável, prazeroso, mas um tanto quanto vulgar e deve ser restringido de alguma forma, para que a mulher não seja mal vista pelas outras. E é muito melhor quando tem sentimento envolvido.

O que eu acho?

Como homem, sou um ser que busca sempre o sexo, mas não queria que fosse assim, para os dois lados. Vejo o sexo como uma ligação física que, dependendo do casal, pode se estender a uma ligação espiritual. Acho, sim, que não deva ser banalizado, mas isso não quer dizer que não se deva fazer sexo sempre e, claro, variando. As pessoas podem estar cientes do valor daquela ligação, isso não quer dizer que o ato deva ser impedido/atrasado/restringido.

Considero também uma coisa extremamente natural e acredito que seria ainda mais prazeroza se não houvesse toda aquela pressão de ser o melhor, ser o comedor e qualquer coisa do tipo. Se estivessemos livres de qualquer prisão social, transar seria muito mais relaxante e agradável.

E, claro, acredito em um relacionamento monogâmico, mas não creio que essa condição deva ser imposta. Pode existir o amor e a vontade de fazer sexo com apenas uma garota/o. Mas também pode existir o amor e o desejo por outras pessoas, não pode? Eu, pessoalmente, me restringiria naturalmente a uma mulher amada, até porque eu acho que sexo com sentimento é extremamente melhor.

Quando há amor envolvido, a energia emana de qualquer movimento e é sentida pelo suor que refresca duas peles em perfeito contato. São duas almas que se entrelaçam em um único corpo quente e pulsante.

A beleza da transição

Quando estou a dar uma de lírico
e tento, de qualquer forma, poetizar
me perco às vezes nas palavras
podando-as em temas universais

Escrevo, agora, um texto em estrofes
para dizer que renego o que quis antes
Hei de escrever sobre o que quiser
sem rimar nem universalizar

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Isabela e o amor

Sempre gostei do nome Isabela. Um nome simples, despretensioso, mas que tem bela no final. Poucas foram as vezes em que conheci alguma garota com esse nome e não gostei dela de alguma maneira.

Enfim, a Isabela da qual está falado vem a ser a minha namorada atualmente. Conheci-a há cerca de dois meses e estamos juntos há pouco mais de uma semana e já posso dizer que dificilmente encontrarei outra mulher como ela.

Além de ser extremamente bonita, ela tem um ótimo gosto musical e, principalmente, vive levemente a vida, coisa rara de se encontrar nos dias de hoje. Isabela pode se estressar com coisas pequenas, mas não conseguirá ficar mais de dez minutos nesse estado. Não tem grandes preocupações nem grandes problemas que a tirem de seu estado de felicidade puro e contínuo.

Esse foi sempre o tipo de namorada que procurei para mim, sem sucesso até então. Alguém para dividir a falta de preocupações e estresses, alguém para rir com você por qualquer coisa imbecil que possa te fazer rir. Alguém para caminhar sem sentido certo, apenas para estar um ao lado do outro.

Leveza de espírito, essa é a maior qualidade que uma pessoa pode ter. E Isabela tem isso.

Amá-la é uma das coisas mais perfeitas que há.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Às vezes...

... eu sou um imbecil se tratando de relacionamentos. Pareço uma criança. Enfim, isso tudo não quer dizer algo?

Não sei, mas não saber é que deixa tudo mais divertido.

Alguém me diz...

... o que eu faço da vida?

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma crítica pessoal de "I'm with you"

Quando em 2009 tive o desprazer de saber que John Frusciante (na minha opinião, o melhor guitarrista dos últimos tempos) havia saído do Red Hot Chili Peppers, imaginei de tudo o pior. Acabou sendo substituído por Josh Klinghoffer, um antigo amigo da banda e do próprio ex-guitarrista, com quem já gravou muitas músicas.

Tinha, portanto, uma imagem dele de um mero aprendiz (Klinghoffer tem quase dez anos a menos que John) de um grande guitarrista e que, mesmo podendo ter boa técnica, não se equipararia aos antigos trabalhos de Frusciante no Red Hot Chili Peppers. Imaginei que eles lançariam talvez um novo One Hot Minute, álbum lançado em 1995 após a primeira saída de John, e um dos piores da banda, na minha opinião

Foi com essas ideias que assisti ao show de lançamento de I'm With You e comprei o cd. Ouvi-o uma vez. Ouvi outra. E outra. Não adiantou, continuei não acreditando no que estava ouvindo. Josh mostrou-se um guitarrista completo, desenvolvendo músicas funky, pesadas, baladas, tudo com bastante perfeição. De fato, deixou a desejar nos solos, além de praticamente abolir a distorção, mas compensou isso tudo com intensa energia no seu instrumento, novos efeitos em sua guitarra, melodias complexas e backing vocals surpreendentes.

Além de Josh, Flea e Chad estão mais alinhados do que nunca. O baterista do rhcp parece ter incorporado um novo espírito africano, desenvolvendo ritmos quebrados e complexos. Além disso, a adição de um novo membro, Mauro Refosco (brasileiro, por sinal) na percussão deu também uma nova batida latina para a banda. Para completar, flea continua com sua energia de sempre, combinando ritmos funks e punks de uma maneira que só ele consegue fazer.

Os três parecem ter progredido musicalmente também. Enquanto nos outros álbuns, podia-se ver que muitas músicas surgiram e se desenvolveram de jams, I'm With You mostra uma maior maturidade musical, tendo sido melhor pensado e trabalhado. A grande surpresa, no entanto, são as complexas e belas frases no piano, tocadas por Flea, que estudou o instrumento durante o hiato da banda.

O que, por fim, posso dizer é que minha única decepção foram os vocais de Anthony Kieids. Todos parecem reciclagens de antigas músicas, além de se assemelharem em todo álbum. É o que, na minha opinião, faz muitas pessoas pensarem que tudo na maior banda do mundo é meio igual. Triste, mas compreensível. Por outro lado, pode se ver uma certa mudança em certas letras, algumas nostálgicas, outras falando da morte e de outras questões profundas. Um grande amadurecimento para quem antes só escrevia sobre drogas e garotas.

Concluindo, quando parecia que tudo ia mal no Red Hot Chili Peppers, eles se inovam e até melhoram. Nota 9,5 para I'm With You.