Tempo virado

Tempo virado
Questões de Francesca

domingo, 26 de dezembro de 2010

Se beber, não...

Acho que, até agora, o acontecimento mais marcante das minhas férias foi o corte na minha mão.

Em uma estúpida disputa com o Erik pelo último gole da torre de chopp, quebrei o copo em cima da minha mão e levei sete pontos.

Agora tenho 15 pontos por todo o corpo, 7 na mão, 3 na testa e 5 na barriga (apêndice).

Dá até a impressão de que sou um cara vivido. Não, sou só um idiota mesmo.

De qualquer forma, já tenho duas viagens programadas para essas férias, e mais uma em fase de planejamento. Se tudo der certo, terei viajado para Cachoeira de Macacu, Ilha Grande e Floripa ao fim desses dias de vagabundagem.

Meus objetivos até o início da universidade são: 1- Ler o suficiente para saber mais do que todos os calouros. 2- Dar um fim a essa minha fase assexuada (que voltou). 3- Tirar o aparelho. 4- Colocar lente. 5- Convencer meu pai a pagar Aliança Francesa para mim.;

Se eu conseguir tudo isso, serei um cara satisfeito em Março.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tendências

Esse é o post número 40 desse ano. 40/12 = pouco menos de 4 e mais de 3. Ou seja, escrevi pouco esse ano.


Mas vamos direto ao assunto: tendências.

Estou dizendo de tendências geográficas. Por exemplo, morei boa parte da minha vida em botafogo. E, com amigos do mesmo bairro ou de perto, fiquei em um grupo do tipo mais rock: roupas escuras (ou, no caso do lui, coloridas), música em excesso, pouco uso de shorts, etc...

Mas, morando em ipanema, sinto em mim mesmo a influência do bairro sobre meu estilo. Tenho usado roupas mais brancas, minha pele está bem mais escura, estou usando shorts, etc...

Mas ainda moro no humaitá (bem perto de botafogo), então também sofro influência desse bairro. Portanto sou um cara bem meio-termo.

A questão é: Ipanema é o melhor bairro para o dia, Botafogo para a noite.

Ok, não falei nada com nada. Foda-se, to gostando dessa vida.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Orgia mental

Sempre gostei dessa expressão, orgia mental. Retrata bem minha mente em seus dias de pico. De vez em quando uso até em contos meus, mas não consigo demonstrar bem o efeito do estado.

Há pouco tempo, tenho voltado à orgia mental (que descarrego no blog, como se pode perceber), por isso gostaria de explicar mais ou menos o que seria isso.

Minha mente trabalha geralmente a uma velocidade maior do que a velocidade do mundo normal. Por isso faço contas rápido, escrevo rápido, leio rápido, acabo provas rápido, etc... Qualquer atividade que demande uso do meu intelecto eu vou terminar mais cedo do que a média. Obviamente, isso não quer dizer que eu farei direito, apenas mais rapidamente.

Agora imagine uma mente trabalhando tão rápido que nem ela mesma consegue processar todas as informações que está produzindo. Imagine um conjunto de imagens, situações, pensamentos, tudo se confrontando em diversos choques em intervalos de tempo impossíveis de contabilizar. Imagine sua mente levando mais de três linhas de raciocínio ao mesmo tempo e você passando de uma para outra em uma velocidade que você consideraria impossível.

É mais ou menos isso. O problema é que eu não consigo pensar em nada direito, fica todo pela metade, ou pior, pelo terço. Acabo cheio de pensamentos inacabados e não consigo fazer nada direito no mundo exterior.

Mas o pior é a noite. Se não passo toda a madrugada lendo (e, sinceramente, de vez em quando enche o saco), acabo na pior das insônias possíveis. Fico me remexendo na cama, batendo nas paredes, metendo a minha cara no travesseiro. Para me acalmar, faço das três uma (ou duas): ouço música, venho escrever no blog ou me rebaixo à necessidade bestial do homem pelo prazer animal.

Eu sei, isso foi desnecessário. Mas você é que veio ler o texto. Espero que agora, pelo menos, entenda um pouco o que é o meu estado de orgia mental.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Divagando eternamente (não recomendado para aqueles que nunca passaram pela adolescência)

Passei no vestibular, é isso. Já sabia que aconteceria.

Agora, uma nova vida, uma nova rotina, tudo novo, menos eu.

Eu continuo o mesmo, e mesmo que venha a me mudar fisicamente durantes essas férias (já comecei a malhar em academia, vou começar vôlei de praia, em janeiro vou tirar o aparelho e vou aproveitar para colocar lente), serei esse mesmo preguiçoso, reservado, às vezes animado, às vezes deprimido, Daniel Duque.

Durante toda a minha vida tentei entender quem eu era e me aceitar desse jeito. Creio ter obtido sucesso na primeira parte.

Não sei se é a adolescência, aquela insegurança comum, aquele desejo de me autoafirmar, mas não consigo estar satisfeito comigo mesmo.

Exemplo melancólico:

Ontem foi a minha formatura. Ouvi depoimentos de muitos professores e alunos, alguns inspiradores, outros enfadonhos. Tenho certeza de que poderia ser melhor do que muitos deles. Faltou-me iniciativa, faltou-me vontade. Mas, assistindo à apresentação, senti inveja.

Depois veio a festa pós-colação. Um lugar, graças a Deus, perto da minha casa, cuja cerveja custava 8 reais. Vi grandes amigos, amigos nem tão amigos e desconhecidos. Todos pareciam melhores do que eu. Todos pareciam estar satisfeitos, felizes. Me senti mal naquele lugar, não parecia pertencer a ele.

Fui embora relativamente cedo (eram quase 5 da manhã, mas ninguém tinha ido embora ainda), fui dormir e acordei sem vontade de sair da cama. Ensaiei um convite aos meus amigos de ir à praia, mas desanimei logo, além do que todos tinham o que fazer. Se alguém da Nove estiver lendo isso, me perdoe, pois não tive nenhum almoço com meu avô hoje, era desculpa para não ir à reunião. Passei o dia em casa vendo televisão e lendo. Nem vontade de pensar eu tinha.

Então vim pra cá desabafar, embora eu saiba que ninguém, ou quase ninguém, vai ler isso. É um desabafo para mim mesmo, ou quem sabe? para o vazio da internet. Não importa, recorrer a esse blog sempre me acalma um pouco, como se estivesse escrevendo em um diário (irônico, não?).

Queria mudar, mas não sei por onde começar minha mudança. Acho que vou permanecer sempre assim, em uma eterna frustração comigo mesmo.

A adolescência é uma merda.

Ignorâncias à parte

Acordo com o sol a se pôr
Durmo com os primeiros raios de luz
Vivo no escuro da minha dor
Vagando indeciso na própria cruz

Penso tantas possibilidades
Escrevo em minha mente mil futuros
O papel se rasga em mil pedaços
Antes de se poder ler o conteúdo

Ignorâncias à parte, tento entender
O que ninguém consegue explicar
Porque é tão fácil de esquecer
O que não consegui terminar

sábado, 4 de dezembro de 2010

Fases

Sou uma pessoa de fases, disso eu nao tenho dúvida. Embora talvez a maioria das pessoas não perceba, meus pensamentos mudam constantemente de direção e, quando havia pouco tinha uma ideia, um objetivo, um desejo defino, nesse exato momento me transfiguro em um ser pensante completamente diferente.

Obviamente, isso tem reflexos na minha vida pessoal. Quando no início do ano minha meta era testar a vida ao máximo, hoje prefiro o conforto da segurança. Quando nesses primeiros meses de 2010, minha vida se destinava às mulheres, nesse fim de ano pouco me interesso por entrar nesse jogo chato de sedução.

Mas, sinceramente, não gosto dessa fase pela qual estou passando. Sinto minha vida parada, murchando. Sinto-me exatamente como esse verão: abafado, estático. Queria sair um pouco disso, dar outro rumo aos meus planos. Quero me surpreender, quero mudar, seja para melhor ou para pior.

Só preciso de um impulso.