Tempo virado

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Questões de Francesca

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Questões de vida (eu sei, de novo)

Postei há pouco tempo sobre o assunto, mas como não pensar sobre isso?

A gente vive nossa vida sem nem perceber, sem nem sentir ou se importar e quando piscamos os olhos estamos velhos, perto da morte.

Tenho 18 anos, talvez um quinto da vida, talvez bem mais. Olho pra trás e sinto que completei tão pouco, realizei tão pouco... Queria tanto ter feito tão mais, visto tão mais, ouvido tão mais. Mas continuo com essa vida medíocre, mesquinha, triste.

Os anos vão passar e eu vou continuar desse jeito. Quando tudo acabar, como vai ficar? E quando isso tudo terminar? Eu nem sei mais como escrever aqui o que eu estou sentindo. Uma certa urgência...

16 comentários:

  1. precisamos correr, endorfina faz maravilhas por uma pessoa. talvez entao um pouco da urgencia fisica desapareça, de resto eu nao sei o que fazer, to nessa a tempo de mais, e de vez enquando passa. estar com pessoas falando sobre problemas externos ou internos, ou mesmo bebendo ou vendo um filme mongol melhoram bastante.

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  2. Você percebe as “fases” da sua vida (mesmo que elas durem uma semana) e consegue, de certa forma, escrever aqui. Mas a gente percebe mais claramente na nossa cabeça. Muitas pessoas nem ao menos conseguem ter essa percepção. Já pensei muito na questão da morte e é, de fato, aterrorizante. Eu digo, não a morte em si, mas o que está por trás. O tempo vai passar e deixe ser mudado por ele. Essa inquietação talvez não passe, mas na minha opinião, melhor com ela do que sem ela. Não deixar o tempo passar não significa ficar passivo quanto a vida. A questão não é quanto você fez ou viu e sim o que foram essas coisas. Tire um tempo para pensar. (Acho que existem mais de 1 anonimo)

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  3. Ah, quanto a questão do egoísmo, acho que as pessoas estão mais é individualistas. Não acho que isso seja digamos...ruim, se está ocorrendo um desenvolvimento próprio.

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  4. sim mas o primeiro anonimo (eu) nao é exatamente anonimo é só que eu nao consigo por meu nome D= bruna

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  5. A questão é, se eu tirar um tempo para pensar, perderei mais tempo... hahahahah, eu sei, essa inquietação é normal, mas também vai além. Tem influência também a questão do além morte. Por exemplo, depois que morrermos, minha mente desliga? Como eu posso suportar isso? Como posso viver normalmente sabendo ou pelo menos suspeitando de que eu vou desligar e nada vai sobrar de mim ou da minha consciência? É difícil conviver com essa ideia..

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  6. voce nao precisará suportar, é simples. e nao precisa achar que nada vai restar de voce, filhos, trabalho e amigos sao um legado nao? B

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  7. Bebê chorão, vai passar um tempo em um lugar calmo, talvez você se lembre do quão agitada é a sua vida. fora isso, vai se fuder.

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  8. eu nao falei aquilo!!!!! eu falei a ultima coisa!!! EU JURO S2 sua consciencia

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  9. (pelo visto há sim, mais de 1 anônimo)

    É muito difícil conviver com essa ideia, Daniel. Queria ter nascido quando essas respostas estivessem todas respondidas. Queria, pelo menos, viver em um mundo em que todos os seres humanos estivessem voltados para obter essas respostas... Não sei explicar direito aqui, mas parece que, estamos todos, eu digo a humanidade, atrasados. O fato da nossa vida terminar com um ponto de interrogação - e aceitarmos isso - é simplesmente absurdo.

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  10. pessoalmente, parece muito mais assustador saber tudo o que estar por vir do que nao fazer ideia. sei que isso é muito pessoal, mas o mundo parece so fazer sentido quando existem perguntas a serem feitas, voce nao sente alegria quando entende alguma coisa?

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  11. A questão é que essa não é uma pergunta como outra qualquer. Não conseguimos imaginar a repercussão que a resposta causaria (poderia ser inclusive fatal para a existência do ser humano e de diversas outras coisas, por exemplo). Mas e se descobrissemos algo substancial, digamos uma explicação? As perguntas continuariam sendo feitas.

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  12. Acho que se soubéssemos da respostas, viveríamos nossa vida em função dela. Por exemplo, se soubéssemos que você desliga quando morre, creio que as pessoas viveriam meio que em um total individualismo niilista (perto do que a gente vive hoje). No entanto, se soubéssemos que vamos para algum lugar depois dependendo de suas ações, creio que faríamos de tudo para nos educar segundo essas ações (mais ou menos o que acontece na religião).

    Uma coisa é certa, acho que nos preocuparíamos muito menos com nossa saúde e perderíamos o medo de morrer.

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  13. Tudo isso é extremamente complexo e eu não sei ainda muito bem como lidar com isso. Hoje tenho tantos problemas terrenos que tenho pouco tempo para me preocupar com essas questões.

    Minha cabeça, no entanto, teima em retornar a esse tema, em uma autossabotagem sem limites que acaba, é claro, em uma das minhas frequentes orgias mentais.

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  14. eu curto pensar que a gente nao desliga, mas passa por um periodo de reparaçao tendo consciencia de tudo o que voce fez e que afetou os outros, ai sim voce desliga =D ou entao reencarna em outro lugar sem nenhuma memoria

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